Celular
Como
pode um aparelho nos fazer sentir tantas coisas?
A
pouco tempo, me fazia sentir ódio, raiva, e uma tristeza, que parecia nunca ter
fim. Cada vez que ligava para ele, e não me atendia, me vinha à impaciência.
Cada vez que ligava para ele, e o celular estava desligado, me vinha o pânico. Às
vezes, ao segurar o celular, eu tremia. Tremia, e temia. Afinal o que eu sabia,
é que nunca saberia onde ele estava. Aparelho inútil.
Decidi
então dar um fim nisso. E dei.
Agora,
o celular não me faz falta. Serve apenas como despertador.
Mas,
foi em uma festa, que ele voltou a me trazer emoções. Eu o conheci. Passei quatro
horas andando para lá e para cá, no ritmo das músicas do momento, toda e
qualquer esperança de encontrar alguém decente, já haviam ido por água abaixo. No
entanto eu o vi! Sim, se existe amor a primeira vista, deve ser isso, porque
naquele momento, me senti paralisada, porém o meu coração parecia que iria
explodir, de tanto bater. Ele era lindo, sua pele era tão branca, e tinha olhos
tão escuros. Passei com ele pouco tempo, e a vergonha, não me deixou falar
muito. Estava presa a admirar seu rosto. Acabou.
Fui
para casa, mas, consegui gravar em minha mente, cada detalhe seu. No dia
seguinte, era a única coisa que podia me lembrar. Procurei por ele, na
internet. Encontrei, falamos pouco. Para minha surpresa, as 23h00 da noite de
terça-feira, meu celular toca. Uma mensagem. E novamente, aquele aparelho me
faz tremer. Sim, era ele. Agora além de tremer, estava nervosa, procurando
loucamente pela minha cabeça, algo para lhe responder. Respondi, mas não
larguei o celular, esperei impaciente ele tocar novamente. É incrível como
nessas horas cinco minutos levam uma eternidade. Enfim, ele toca outra vez,
deitada
em minha cama, consigo sentir meu coração disparado. Não que o conteúdo da
mensagem fosse assim algo importantíssimo, mas, era algo esperado. Depois de
responder aquela mensagem, e esperar com uma ansiedade fora do normal a
resposta, o que me veio foi novamente, uma tristeza. Boa noite. Sim, era o fim
daquela conversa. Daquele dia em diante, tudo o que eu fazia, era olhar para o
celular. Às vezes me trazia esperança. Às vezes me trazia impaciência, e às
vezes ansiedade. Mas tudo, com uma pitada de alegria. Conversar com ele fazia
meu tempo passar depressa. E ele me fazia tão bem. E quanto mais a conversa
fluía, mais ansiosa ficava eu, pela próxima mensagem. Vez por outra ficava
irritadíssima, pois quando ouvia o toque de mensagem, parava exatamente tudo o
que estava fazendo para lê-la. TIM Dicas. Ah, que inconveniente sabe ser essa TIM.
E
foi através do celular, que combinei de vê-lo outras vezes. As mensagens
diárias se transformaram em ligações diárias.
Hoje,
não posso ficar sem eles. Não fico sem
meu celular, porque é ele quem me aproxima da felicidade. Porque pelo celular,
posso ouvir sua voz , e posso dizer-lhe o quanto o amo.
Não
posso ficar sem ele. Sem a pessoa que me faz feliz, que me faz rir, que me faz
bem.
O
celular continua a me trazer sentimentos. Hoje me traz alegria, e
principalmente pressa. Pressa, em ouvir sua voz grossa me perguntando: Conversa
um pouco comigo?
A. Caroline de S. Rossi
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirComo é lindo o que as pessoas apaixonadas escrevem!
ExcluirAdorei Carol!!! Beijos Liz. :))