terça-feira, 18 de junho de 2013

Celular


Como pode um aparelho nos fazer sentir tantas coisas?
A pouco tempo, me fazia sentir ódio, raiva, e uma tristeza, que parecia nunca ter fim. Cada vez que ligava para ele, e não me atendia, me vinha à impaciência. Cada vez que ligava para ele, e o celular estava desligado, me vinha o pânico. Às vezes, ao segurar o celular, eu tremia. Tremia, e temia. Afinal o que eu sabia, é que nunca saberia onde ele estava. Aparelho inútil.
Decidi então dar um fim nisso. E dei.
Agora, o celular não me faz falta. Serve apenas como despertador.
Mas, foi em uma festa, que ele voltou a me trazer emoções. Eu o conheci. Passei quatro horas andando para lá e para cá, no ritmo das músicas do momento, toda e qualquer esperança de encontrar alguém decente, já haviam ido por água abaixo. No entanto eu o vi! Sim, se existe amor a primeira vista, deve ser isso, porque naquele momento, me senti paralisada, porém o meu coração parecia que iria explodir, de tanto bater. Ele era lindo, sua pele era tão branca, e tinha olhos tão escuros. Passei com ele pouco tempo, e a vergonha, não me deixou falar muito. Estava presa a admirar seu rosto. Acabou.
Fui para casa, mas, consegui gravar em minha mente, cada detalhe seu. No dia seguinte, era a única coisa que podia me lembrar. Procurei por ele, na internet. Encontrei, falamos pouco. Para minha surpresa, as 23h00 da noite de terça-feira, meu celular toca. Uma mensagem. E novamente, aquele aparelho me faz tremer. Sim, era ele. Agora além de tremer, estava nervosa, procurando loucamente pela minha cabeça, algo para lhe responder. Respondi, mas não larguei o celular, esperei impaciente ele tocar novamente. É incrível como nessas horas cinco minutos levam uma eternidade. Enfim, ele toca outra vez,


deitada em minha cama, consigo sentir meu coração disparado. Não que o conteúdo da mensagem fosse assim algo importantíssimo, mas, era algo esperado. Depois de responder aquela mensagem, e esperar com uma ansiedade fora do normal a resposta, o que me veio foi novamente, uma tristeza. Boa noite. Sim, era o fim daquela conversa. Daquele dia em diante, tudo o que eu fazia, era olhar para o celular. Às vezes me trazia esperança. Às vezes me trazia impaciência, e às vezes ansiedade. Mas tudo, com uma pitada de alegria. Conversar com ele fazia meu tempo passar depressa. E ele me fazia tão bem. E quanto mais a conversa fluía, mais ansiosa ficava eu, pela próxima mensagem. Vez por outra ficava irritadíssima, pois quando ouvia o toque de mensagem, parava exatamente tudo o que estava fazendo para lê-la. TIM Dicas. Ah, que inconveniente sabe ser essa TIM.
E foi através do celular, que combinei de vê-lo outras vezes. As mensagens diárias se transformaram em ligações diárias.
Hoje, não posso ficar sem eles.  Não fico sem meu celular, porque é ele quem me aproxima da felicidade. Porque pelo celular, posso ouvir sua voz , e posso dizer-lhe o quanto o amo.
Não posso ficar sem ele. Sem a pessoa que me faz feliz, que me faz rir, que me faz bem.

O celular continua a me trazer sentimentos. Hoje me traz alegria, e principalmente pressa. Pressa, em ouvir sua voz grossa me perguntando: Conversa um pouco comigo?

A. Caroline de S. Rossi

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Como é lindo o que as pessoas apaixonadas escrevem!
      Adorei Carol!!! Beijos Liz. :))

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