Amo Literatura,
amo ler. Tive o imenso prazer de ler uma obra que me fez chorar a cada página: “Capitães da Areia”, de Jorge Amado. Esse romance foi único. Cada página me
emocionou. Revoltou-me. Indignou-me. A despedida de cada menino do trapiche me
fez chorar. Pedro Bala, tão menino, tão homem, tão homem, tão menino.
Nunca mais
olharei um menino de rua da mesma forma. A sociedade tem sido má, corrupta e
cruel, e tem gerado esses garotos. Os moleques do trapiche da Bahia da década
de 30, dos viadutos de São Paulo de 2000, das praças da minha cidade de 2007,
das ruas de Brusque de 2013. Os meninos esquecidos no relento de suas condições sociais.
Gosto disso que a Literatura faz com a gente. Do
jeito que ela mexe, do jeito que ela me faz querer mudar as coisas... Do jeito
que ela me faz “ver” cada movimento de mudança. Cada luta. Cada revolução. Do
jeito que ela dá sentido ao mundo.
É como a
escritora Marisa Lajolo disse em seu livro “Do Mundo Da Leitura Para a Leitura
Do Mundo” e que eu vou parafrasear aqui: lemos para entender o mundo e que
entendemos o mundo através da leitura, num círculo, numa prática infinita...
